sábado, 2 de setembro de 2017

MOSCOVITAS: Usurpadores históricos

Bis

MOSCOVITAS: NÃO SÃO 'RUSKIYE' E NÃO SÃO ESLAVOS (TRÍPTICO)*

Autores: Stepan Diativskyi, Sviatoslav Semeniuk, Pavlo Shtepa

* Tríptico - uma coleção de artigos de três autores ukrainianos de diferentes gerações, projetados de forma simples e concisa para dar ao público os materiais reais para desmascarar o mito da origem dos russos e expor os historiadores-falsificadores russos.

E, mais uma vez provar que os russos nunca foram "irmãos" dos ukrainianos, muito menos "sênior"; e que eles não tem nada a ver com os povos eslavos e, em particular auto apropriaram-se do nome "ruskiye", que vem do primeiro nome do Estado ukrainiano Kyivska Rus, (primeiro nome da Ukraina) à qual os antigos russos nunca pertenceram.

PRÓLOGO
"No pântano sangrento da escravidão russa, não na severa glória da era Norman está o berço da Rússia. Alterando nomes e datas, veremos que a política de Ivan III e a política do atual império moscovita não é simplesmente parecida mas idêntica.
A Rússia foi gerada e criada na disforme e humilhada escola da escravidão mongol. Forte ela tornou-se porque, no ofício da escravidão ela mostrou habilidade superior. Mesmo quando a Rússia se tornou independente, ela continuou a ser país de escravos. Petró I (Pedro I) combinou astúcia política do escravo mongol com a grandeza do governante mongol, ao qual Genghis Khan profetizou subjugar o mundo...
Política russa - permanece inalterada. Métodos e táticas mudaram e mudam, mas a principal estrela da política russa - subjugar o mundo e governá-lo - é e será imutável. O pan-eslavismo de Moscou - é apenas uma das formas da conquista moscovita."

PAÍS MOKSEL OU MOSCÓVIA
Sob este título no fórum do livro em Lviv (Ukraina), em 2008, aconteceu a apresentação do livro (em dois volumes) de Volodymyr Bilinski [Romance de Pesquisa. - K: Editora Olena Teliha, 2008. Livro 1 - 376 pag, Livro 2 - 318 pag.]
O livro informa fatos provenientes de fontes históricas (principalmente russos), que testemunham a verdadeira história do Império Russo e não em aspecto distorcido. O império russo criou e sacramentalmente guardou e guarda a sua história mitológica que foi radicalmente distorcida e subordinada à finalidade do invasor.
Esta mitologia histórica poderia ser desconsiderada, se ela não prejudicasse os interesses fundamentais da Ukraina - sua história, língua e literatura.

PARA O QUÊ A RÚSSIA [MOSCOVIA] APROPRIOU-SE DA HISTÓRIA DA KYIVSKA RUS
Criando o grande império russo, a elite de Moscou sabia, que sem um grande passado era impossível criar uma grande nação. Era necessário embelezar o passado, até mesmo apropriar-se do alheio.
Para esta finalidade os czares de Moscou, começando por Ivan IV, o Terrível (1533-1584) foi dada a tarefa de apropriar-se da história da Kyivska Rus e criar a mitologia do império russo. A maior parte neste sentido foi feito pela czarina Catarina II (1762-1796), a qual não aceitava a idéia de que na família czarista ela poderia estar entre a nobreza comum tártaro-mongol.
Com o decreto de 4 de dezembro de 1783 Catarina II criou uma comissão constituída por 10 "eminentes" historiadores para "montagem de notas sobre a história antiga, preferencialmente russa" sob a direção da própria Catarina II e do conde Shuvalov. A comissão trabalhou 10 anos. Em 1792 a "história materna" foi lançada ao mundo. No decorrer dos trabalhos foram reunidos e transcritos todos os anais antigos, os originais - destruídos. O resultado foi totalmente reescrito, no interesse da história russa, sem salvar nenhum original destes antigos anais.
Assim a história da Kyivska Rus tornou-se, descaradamente, a base da história do império russo. Durante séculos, principalmente desde o início do século XVI, introduziam e introduzem nas cabeças das pessoas que o Estado Russo e a nação russa tiveram início a partir do Grão-Ducado de Kyiv. Não há dúvida que isto é invenção e falsificação em favor do Império Russo. Pois sabe-se que:
Na época da existência do Estado Kyivska Rus, sobre o Estado da Moscóvia não havia nem menção. Sabe-se que Moscóvia como "ulus" (povoamento temporário de nômades) da Horda de Ouro foi fundado pelo khan Meng-Timur somente em 1277.
Não há nenhuma evidência sobre a relação da Kyivska Rus com a etnia finlandesa do século XI e posteriormente do Principado de Moscou com os principados nas terras da Kyivska Rus até o século XVI. Naquele tempo, quando em 988 aconteceu o Batismo do Estado da Kyivska Rus, as tribos finlandesas da terra Moksel estavam ainda em um estado semi-selvagem. 
Afim de preservar o roubado e atribuir aos assim chamados "veleko-russos" (grandes russos) a história da Kyivska Rus era necessária, em primeiro lugar estrangular a nação ukrainiana, encurralá-la na rígida escravidão, tirar-lhe o seu idioma, cultura, o próprio nome ou, simplesmente, destruí-la. Pelo menor desvio do oficioso perseguiam as pessoas, colocavam nas prisões e campos de concentração, deportavam para Sibéria ou simplesmente destruíam fisicamente.
O período soviético foi o mais cruel. Durante este período, a Ukraina perdeu mais de 25 milhões de seus filhos, que morreram sistematicamente de fome (houve três períodos de fome: 1921-1923; 1932-1933; 1946-1947) nos Gulags, degredos e prisões.
Assim o "irmão maior' nos cruéis "abraços do amor" mantinha o "irmão menor".

Quem é ele no aspecto histórico este "irmão maior?"
Até o final do século XV não existia Estado russo, não havia irmão maior - grande russo e nação russa, existia apenas a terra de Suzdal - terra Moksel, depois - principado da Moscóvia, e aquela terra era povoada por pessoas, as quais do final do século XIII até o começo do século XVIII chamavam-se moscovitas.

NAÇÕES DA TERRA MOKSEL
Nos séculos IX - XII a grande região de Tula e Ryazan, norte e leste pertencia a tribos finlandesas: Murom, Marya, Vis, Moksha, Chud, Mordova, Mari, outros - todas estas são nações "Moksel". Estas tribos mais tarde tornaram-se a base dos "velekorosiv" (grandes russos).
Um dos filhos mais jovens do príncipe de Kyiv Monomakh - Yurii Dovhorukyi - acabou ficando sem herança, e ele encaminhou-se às terras livres de Zaleshanski. Assim iniciou a dinastia dos Ruriúkovychiv nas terras Moksel, encabeçando o principado de Suzdal em 1137. De sua esposa local nasceu o filho Andrii, o qual chamaram de "Boholiúbskyi" (que ama Deus). Nascido e criado na floresta do fim do mundo, entre tribos finlandesas o príncipe Andrii rompeu todos os laços com o destacamento militar de seu pai e com as antigas tradições de Kyiv. Em pouco tempo (50 - 80 anos) em cada assentamento finlandês era colocado um príncipe da família dos Ruriúkovychiv nascido de mãe merya, murom, tártara, etc. Assim surgiu a terra finlandesa de Suzdal, e mais tarde - fino-tártara Moscóvia.
Em 1169 os habitantes de Suzdal, após uma feroz batalha capturaram e destruíram Kyiv; veio o bárbaro que não sentia nenhuma relação familiar com essa terra.
O historiador russo Kliúchevskii V.O. disse: "Na pessoa de Andrii "velekoros" (grande russo) pela primeira vez apareceu numa cena histórica". Tal foi a relação familiar de Kyiv com Suzdal e, posteriormente, com Moscóvia.

AGRESSÃO ÀS TERRAS MOKSEL POR TÁRTARO-MONGÓIS. SURGIMENTO DA MOSCÓVIA
Em 1237 vieram às terras de Suzdal os tártaro-mongóis. A Moscóvia, como principado, surgiu em 1277 sob as ordens do Khan (título de nobreza da Ásia antiga) tártaro-mongol e era um costumeiro ulus da Horda de Ouro. Isto é, a própria cidade de Moscou e principado-ulus de Moscou não surgiu na época do Grande Principado de Kyiv, não por ordem dos príncipes de Kyiv, mas nos tempos tártaro-mongóis, por ordem dos khans da Horda de Ouro, no território subjugado a dinastia Chynhizydiv. Que Moscou foi fundada por Yuri Dovhorukyi em 1147 não é verdade. É um mito que não tem evidência probatória.

Não existia nem Moscou, nem principado de Moscou antes de 1237-1240, isto é, até a vinda dos tártaro-mongóis às terras de Suzdal.
O primeiro príncipe de Moscou tornou-se em 1277 - Danyil Newsky (filho mais novo de Oleksandr Newsky, nascido em 1261). Ele deu início à dinastia de príncipes e czares de Moscou (Ruriúkovychiv).
Oleksandr Yaroslavych, chamado e glorificado pelos historiadores russos como Newsky, com oito  anos de idade - em 1238 - foi levado pelo khan Batu (ou seja, refém), dando ao pai - Yaroslav Vsevolodovych rótulo para principado de Vladimir. Estando na Horda de Batu de 1238 a 1252, Oleksandr Newsky assimilou todo sistema e hábitos da Horda de Ouro. Ele não participou de nenhuma batalha importante. Todas as vitórias de Oleksandr Newsky - deplorável mentira. Ele simplesmente não podia participar em confrontos sobre o rio Neva em 1240 e no lago Peipsi-Piskov - em 1242, porque ainda era criança.
Não souberam tártaro-mongóis conquistar com a espada e a força os grandes orgulhos da Kyivska Rus - Novgorod e Pskov. Estes santuários eslavos trouxe aos tártaros Oleksandr Newsky "no pratinho".
Na história dos "velykorossiv" (grandes russos) não houve príncipe que se esforçasse pela Horda tanto quanto o Príncipe Oleksandr Newsky. Ele contribuiu com mais de 300 anos de escravidão dos "velykorossos" à Horda de Ouro. Oleksandr Newsky e seu pai Yaroslav Vsevolodovych sem lutar, caiu de joelhos e beijou, como sinal de humildade, a bota do grande khan da Horda de Ouro.
Estando em absolutas condições análogas não se sujeitaram aos tártaro-mongóis os lituanos, poloneses, húngaros e tchecos.
Os ukrainianos em conjunto com os lituanos conquistaram a independência da opressão tártaro-mongol na luta. Na primavera de 1320 o príncipe lituano Gedemin conquistou Ovruch, Zhytomyr... ocupou Kyiv, que entregou-se voluntariamente. Gedemin libertou a Kyivska Rus do jugo dos mongóis. Em 1362 os regimentos eslavos dos ukrainianos e lituanos derrotaram os tártaro-mongóis em Synikh Vodakh (Águas Azuis).
Os historiadores de Moscou criaram um mito sobre a batalha de Kulykiv na qual Moscóvia venceu a Horda de Ouro. Mas isso é uma mentira deslavada. A batalha de Kulykiv aconteceu em 8 de setembro de 1380 e durou apenas 3-4 horas. Nesta batalha Dmytrii Donskyi lutava contra Mamaia, que liderava um dos grupos da Horda de Ouro. Dmytrii Donskyi lutava pela Horda de Ouro, pela preservação da ordem dinástica da Horda de Ouro, não contra ela.
Todos os governantes de Moscou, honestamente e fielmente serviam a um único estado - a Horda de Ouro, e nunca demonstraram nenhuma separação.
A elite governante de Moscou não podia e, até hoje não consegue reconciliar-se com o fato de que, com a libertação da Kyivska Rus dos tártaros em 1320 a Moscóvia, ainda por aproximadamente 200 anos permaneceu na composição da Horda de Ouro, pagava-lhe tributos como antes, glorificava os khans em seus templos, celebrava orações ao khan como ao seu soberano.
Moscóvia odiava com muita força a Lituânia e a Ukraina, porque não se curvaram diante da Horda de Ouro.
Na primavera de 1502 o khan da Criméia Mengli-Giray derrotou a Horda de Ouro. Desta forma, o khan da Criméia é o verdadeiro libertador da Moscóvia da Horda de Ouro, e não Dmytrii Donskyi. A horda da Criméia desde o tempo de Ivan III tornou-se padroeira da Moscóvia. Em 1473 Ivan III jurou na Bíblia aos Giray da Criméia, e Moscóvia tornou-se vassalo da Criméia e pagava-lhe tributo até quase o ano de 1700.
Já há muito tempo é hora de desistir de esconder o fato da origem do principado da Moscóvia na composição da Horda de Ouro como povoamentos tártaros. Tártaro-mongóis realmente tornaram-se "padrinhos de batismo" do Estado de Moscou. Quando no governo de khan Meng-Timur surgiu Moscou como ulus (povoamento), registrado em 1272 com o terceiro censo tártaro-mongol, o primeiro principado de Moscou, como mencionado acima, surgiu na composição da Horda de Ouro em 1277.

OS MOSCOVITAS TÊM ORIGEM ESLAVA?
À história da Rússia a elite dominante permitiu grande quantidade de mentiras para provar origem eslava a Moscóvia e aos moscovitas. A afirmação de que Kyiv é a "mãe" de três nações e estados - Ukraina, Bielorrússia e Rússia é completamente mentirosa. Esta mentira é necessária para confirmar a "legalidade" da submissão por nação de nações eslavas - ukrainiana, bielorrussa, polonesa, outras.
Examinemos a questão: de onde surgiram os eslavos nas terras Moksel? Até o século XII nas terras Moksel habitavam apenas tribos finlandesas. Isto é confirmado por escavações arqueológicas de O.S. Uvarov. [Muriany e seu modo de vida atrás dos outeiros das escavações, 1872 - 215 pág.] 7729 outeiros nas antigas Moskovska, Volodymyrska, Yaroslavska, Kostronska, Riazanska províncias.
Foi estabelecido que esses montes pertenciam exclusivamente a etnia myrianska (finlandesa). Não foi encontrado nenhum enterro eslavo. No século XIII nas terras Moksel vieram os tártaro-mongóis. Surge a questão, por que os eslavos da região quente próxima a Dnieper passariam para regiões finlandesas mais frias? Tal não podia acontecer, que os eslavos fossem ao encontro da invasão tártaro-mongol. Em escavações posteriores O.S. Uvarov descobriu, que nas terras myrianska (futura Moscóvia), nos outeiros dos séculos XI - XVI não foi encontrada nenhuma moeda de Kyiv.
Com base nos resultados de O.S.Uvarov, temos todo o direito de dizer: durante os séculos IX - XVI a terra myriana e seu povo praticamente não tiveram relações econômicas e culturais nem com o Grande Kyiv, nem com o Grão-Ducado da Lituânia.
Chegou a hora de rejeitar as mentiras sobre "origem eslava da Moscóvia e moscovitas. Porque os moscovitas são de origem finlandesa, e posteriormente, fino-tártara.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

Ver também o artigo “Gênese da Ucrânia”.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

KREMLIN TENTA SE APOSSAR DA UCRÂNIA

Posted: 30 Jul 2017 01:30 AM PDT
O anunciado país de Malorossía incluiria por completo as regiões de Lugansk e Donetsk. Mas, isso seria só como início de conversa.
O anunciado país de Malorossía incluiria as regiões de Lugansk e Donetsk por completo.
Mas, isso seria só um início de conversa...
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Separatistas pró-russos no leste da Ucrânia proclamaram um novo Estado denominado Malorossía, que significa “Rússia Menor”, mas que de fato é o primeiro passo de um processo que visa engolir quase todo o território da Ucrânia e até parte da Moldávia!

O líder pró-russo Alexander Zajarchenko explicou que o novo Estado se aglutinará em volta das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk. Sua Constituição será votada em referendo e a capital será a cidade de Donetsk, informou “El Mundo” de Madri. 


Esses dois territórios sublevados pelo influxo de Moscou já tinham aprovado a secessão num referendo em que os eleitores votavam mirados por fuzis e cujos resultados foram contestados. No dia seguinte os “vencedores” pediram a integração na Federação Russa. 



Mas Vladimir Putin não ousou sequer reconhecer a independência desses secessionistas. Seu plano era mais sibilino. 



Ele pretendia usar os revoltosos que já estavam sob seu controle para exigir imediatas concessões do governo ucraniano legítimo de Kiev. 

Mais na frente, ele esperava usá-los como alavanca para engolir a Ucrânia inteira. Mas a intriga não conseguiu quebrar o patriotismo ucraniano e ficou paralisada.


Agora renova a tentativa com a proposta desta atreira Malorossía. “Será um Estado sucessor da Ucrânia”, confessou Alexander Timofeev, membro do governo da autoproclamada República Popular de Donetsk.


A ocupação efetiva do leste da Ucrânia pelos secessionistas pró-russos
é de só uma fração de Lugansk e Donetsk. Além da península da Crimeia
e das regiões de Ossétia e Abécassia que pertencem à Geórgia.

Os separatistas controlam só uma parte das regiões de Lugansk e Donetsk, mas pretendem ser os donos absolutos desses Oblasts (Estados).



Alegam que “o governo da Ucrânia demonstrou ser um Estado falido”, sem se preocupar que nas regiões usurpadas os separatistas nem fornecem os serviços básicos à população. 

O mapa da Malorossía vem mudando, mas inclui territórios nunca alcançados pelos separatistas. Chegam até a Moldávia, engolindo a grande cidade ucraniana de Odessa e todo a costa do mar Negro. 

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, relembrou que os separatistas são meras “marionetes da Rússia”. 


Balazs Jarabik, investigador do Centro Carnegie, afirma ser evidente que “os separatistas não poderiam sobreviver sem ajuda russa”. Durante o conflito, os separatistas apelaram à Rússia para que essa os salvasse anexando seus territórios.



É bem o que Putin gostaria como início de conversa. Mas a astúcia lhe sugeriu cuidar-se. Inventou a “Novorrosía” e tentou forjar uma guerra civil que não foi acompanhada pela população. 



Foi então obrigado a engajar pesadamente tropas russas e invadir os territórios “separatistas”, sofrendo graves perdas e desprestigiando a causa da guerra aos olhos da opinião pública russa.



A conhecida escritora Anne Applebaum, que está publicando o livro A fome vermelha, sobre a história da Ucrânia, acredita que a “Rússia está por trás”



Ela mostra que desde os tempos da URSS, Moscou costuma “criar estados 'fake' (falsos) baseados em territórios ocupados pela própria Rússia para desestabilizar outros países” que ela quer engolir. 

Mapa revelador do plano russo circula em sites ocidentais 'companheiros de estrada' de Moscou.
E prevê a ocupação pela Malorrosía e/ou Novorossía até de partes da Moldávia (com cores russas).
Depois, seria anexado o centro da Ucrânia incluída Kiev (com cores ucranianas).
Só sobraria a Ucrânia ocidental empurrada para a Polônia (listada no mapa).

O Kremlin tomou distâncias, mas “para inglês ver”. Pois Leonid Kalashnikov, criatura do regime e presidente do Comitê da Duma para a Comunidade de Estados Independentes, defende que a criação da Malorossía é “inevitável”.

Simultaneamente, o Kremlin intensificou as violações das linhas de fogo acertadas nos acordos de Minsk, estimulando ataques militares dos separatistas armados por ele.


Kurt Volker, ex-embaixador dos EUA perante a OTAN e encarregado das negociações de paz na Ucrânia, responsabilizou a Rússia pela retomada das violências no leste ucraniano. 



Segundo ele, atualmente as partes estão se matando numa “verdadeira guerra” que nada tem de um “conflito congelado”, como a Rússia e seus companheiros de viagem fazem crer, noticiou a agência Reuters

Na cidade de Kramatorsk, 700 km ao sudeste de Kiev, Kurt Volker anunciou que recomendará a Washington um maior engajamento no processo de paz.

Os recentes combates na região do Donbass deixaram 12 mortos numa semana. Berlim e Paris exigiram respeito dos acordos de cessar-fogo de Minsk de 2015.

Esses estão sendo regularmente violados e é patente que a Rússia e seus acólitos não pretendem cumpri-los. No máximo, explorá-los para tirar vantagens.

A tensão se estendeu até a Geórgia, no Cáucaso, onde o presidente Giorgi Margvelashvili e seu homólogo da Ucrânia, Petro Poroshenko, criaram um Alto Conselho Bilateral.


Esse visa “a liberdade dos territórios ocupados” pela Rússia em ambos os países e promover “a integração total na OTAN e na União Europeia”, noticiou a UOL



Poroshenko qualificou os povos ucraniano e georgiano de “vítimas da agressão da Rússia”. E agradeceu aos voluntários georgianos que combatem contra os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia “pelo convencimento que dessa forma também lutam pela Geórgia”.



“Apesar de termos duas regiões ocupadas (pela Rússia), estamos orientados para a cooperação e a amizade”, acrescentou o presidente georgiano Margvelashvili. 

Soldado ucraniano católico morto em recente ataque dos separatistas pró-russos violando os acordos de Minsk. Combates retomaram com intensidade.
Soldado ucraniano católico morto em recente ataque dos separatistas pró-russos
violando os acordos de Minsk. Combates retomaram com intensidade.

Ele se referia às autoproclamadas repúblicas de Abecásia e Ossétia do Sul, que o Kremlin considera Estados independentes após engoli-los pela força das armas na guerra russo-georgiana de 2008.

UCRÂNIA COLOCA LÊNIN NO LIXO

Estátuas de Lênin vão parar em lixões e depósitos
Por Luis Dufaur

O fotógrafo suíço Niels Ackermann palmeou a Ucrânia durante três anos juntamente com o jornalista francês Sébastien Gobert de “Libération”.
Eles foram registrar que fim tiveram as inumeráveis estátuas de Lenine hoje desaparecidas dos locais públicos.

A cabeça do monumento Dinipropetrovsk foi doada ao Museu Histórico Nacional, mas acabou posta de lado.

Sabia-se que elas haviam sido derrubadas durante o reerguimento do povo ucraniano contra o domínio russo representado pelo regime de Yanukovych (2010-2014).
Mas essa atitude em face das estátuas do tirano acentuou-se ainda mais após aplicação da lei de “desovietização”, de maio de 2015.
Pareceu uma viagem aos porões artísticos do inferno. Os resultados ficaram compilados no álbum “Procurando Lenine” (Looking for Lenin, ed. Noir sur Blanc, Montricher, Suíça, 2017, 176 p.).
Mas o álbum acabou mexendo em algo que ia além do registro fotográfico.
Ele permitiu narrar de modo diferente a história recente da Ucrânia, as relações de força ditatorial contra o povo, as decepções dos iludidos com o comunismo e as nostalgias da era soviética que ainda subsistem como fantasmas de uma casa assombrada.
O fotógrafo ficou pasmo ao constatar que cada ucraniano tem alguma coisa a contar sobre Lenine e a ação comunista com que ele tentou esmagar o país, massacrando milhões, expropriando as propriedades particulares, fechando a Igreja Católica e tentando fazer desaparecer por completo a alma, a cultura e a identidade nacional ucraniana.
Mães de família, professores, policiais, políticos, operários, camponeses, todos têm uma história de dor para contar, até o momento em que não mais havia na sua aldeia uma estátua do assassino de massa russo.

Os ucranianos deixaram bem claro o que pensavam da emblemática estátua do ditador em Kiev
Niels conta que as derrubadas de imagens de Lenine começaram antes mesmo da queda de Yanukovich. Uma delas chegou a ser jogada por terra na Ucrânia ocidental antes da extinção da URSS.
A primeira onda de desmantelamentos do odiado líder comunista se deu na década de 1990.
Após a Declaração de Independência da Ucrânia – em 24 de agosto de 1991, a qual foi ratificada em plebiscito por 90% da população –, em quatro ou cinco anos foi suprimida a metade das 5.500 estátuas que a URSS havia espalhado por tudo quanto é canto.
Em 8 de dezembro de 2013 começou em Kiev a leninopad [“queda dos Lenines”], quando uma estátua principal do tirano comunista, no centro da capital, foi desatarraxada e estraçalhada, caracterizando o início da revolução libertadora.
O povo se jogou encima dela e a estilhaçou com golpes de marreta, picas e paus, com uma ferocidade que fez lembrar os alemães derrubando o Muro de Berlim.
Não era uma revanche contra o homem Lenine, mas contra o regime que ele fundou e a estátua encarnou, contra o passado soviético e a política atual de Putin, explicou o fotógrafo.
Um site anunciava uma a uma as localidades em que “os Lenines” iam sendo arrancados, e a onda crescia em velocidade.
Das aldeias e regiões rurais até as grandes cidades, todos corriam para se livrarem daqueles demônios de pedra ou aço, enquanto as forças policiais mudavam de posição e acompanhavam o movimento patriótico.
A terceira fase foi a da descomunistização oficial, iniciada em maio de 2015. Além dos “Lenines”, todos os símbolos comunistasnomes de cidades e de ruas, estátuas de outros líderes comunistas – foram sendo suprimidos e, sempre que possível, recuperados os antigos nomes.


Pichada e abandonada em Slovyansk
O mapa dos “Lenines” execrados recobre todo o território ucraniano.
Um jovem de Kharkiv, segunda maior cidade do país, descreve o que sentiam inúmeros corações: “Eu me tornei homem naquela tarde, fazendo cair a Lenine”.
Nas cidades do Leste, os separatistas pagos por Moscou ainda se reúnem ao pé de sua estátua.
Para os habitantes de Kharkiv, derrubar o símbolo do mal foi uma questão de guerra ou de paz. Para os jovens, foi como arrancar as próprias raízes do mal, destruindo seu insolente monumento como condição para uma ordem pacífica.
Os restos das estátuas – recobertos de grafites, com as cores ucranianas e increpações a Putin, com quem eles são identificados – acabaram em barracões, lixões públicos, galpões abandonados, ou com algum nostálgico marxista.
No momento da revolução libertadora, os ucranianos se regozijaram liquidando o símbolo de todos os horrores, a encarnação da política estrangeira putinista.
Hoje é lixo, e o álbum retrata isso.

terça-feira, 18 de julho de 2017

ASSASSINOS DISFARÇADOS A SERVIÇO DE PUTIN NA UCRÂNIA

Posted: 18 Jun 2017 05:20 AM PDT
Osmayev e Amina respondem aos jornalistas sobre a tentativa de assassinato em Kiev
Osmayev e Amina respondem aos jornalistas sobre a tentativa de assassinato
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





















Um homem alto e elegante, de terno escuro, falando com sotaque francês se apresentou a políticos de Kiev como “Alex Werner”, jornalista do bem conhecido “Le Monde” de Paris, segundo reportagem do “The New York Times”.

“Era calmo e confiante”, lembrou Amina Okuyeva que quase foi morta por ele. O marido de Amina ficou famoso na Ucrânia como voluntário checheno na guerra contra os separatistas no leste do país e “Werner” procurou entrevistá-la várias vezes.

Até que a entrevista marcada virou aterrorizante tiroteio. “Werner” de fato era um assassino checheno enviado da Rússia para matar o herói dos ucranianos. Artur Denisultanov-Kurmakayev era seu verdadeiro nome e fora enviado para matar Amina Okuyeva e seu marido, Adam Osmayev.

Mas o crime ficou frustrado porque Amina estava armada.

Em 2006, o governo russo legalizou os assassinatos praticados no exterior contra adversários que o Kremlin rotula de ameaça terrorista, retomando uma prática da era soviética.

Denisultanov-Kurmakayev se instalou um ano em Kiev, misturando-se com políticos e ativistas anti-Rússia. Mas Amina desconfiava: ele carregava um notebook que quase não usava; seus ternos eram caros demais.

O pedido de entrevista foi comum: “a imprensa nos pedia entrevistas com frequência”, explicou ela. “A mídia adora escrever sobre nós”. Amina e seu marido Osmayev, são conhecidos na Ucrânia.

O matador Artur Denisultanov-Kurmakayev bancou de jornalista do 'Le Monde'.
O matador Artur Denisultanov-Kurmakayev
bancou de jornalista do 'Le Monde'.
Por sua vez, o governo russo acusa Osmayev de planejar a morte de Vladimir Putin. Ele foi preso na Ucrânia, mas sua extradição para a Rússia foi bloqueada pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

Depois da revolução anti-russa ucraniana em 2014, Osmayev foi comandante do batalhão de chechenos Dzhokhar Dudayev que lutava contra os separatistas pro-russos.

O casal sabia que era visado. “Putin está pessoalmente interessado em livrar-se de nós”, explicou Amina.

O suposto “Werner” propôs ir até a embaixada da França e disse que tinha um presente para o casal enviado pelos diretores do “Le Monde”.

Na rua pediu parar o carro para fazer a entrevista no banco e lhes entregar o presente embrulhado em belo pacote vermelho.

Enquanto o assassino dizia “este é o seu presente” puxou uma arma de fogo e disparou.

O tiro feriu Osmayev que lutou com o atacante e apanhou sua arma. Amina carregava uma pistola e atirou quatro vezes em Denisultanov-Kurmakayev que ficou gravemente ferido, mas salvou-se.

A tentativa de assassinato praticada por agentes russas não é nova. É até relativamente frequente. Essa foi a terceira vez que uma figura de notoriedade sofreu em Kiev um atentado de morte planejado desde a Rússia.

O ex-legislador russo exilado na Ucrânia, Denis Voronenkov, foi baleado em março na rua diante do hotel Premier Palace em Kiev. Foi salvo pelo guarda-costas que abateu o matador.

Em 2016, um carro-bomba foi jogado contra o jornalista Pavel Sheremet no centro da capital.

O Ministério do Interior e legisladores da Ucrânia culparam o serviço de inteligência russo pelo crime contra Osmayev e Amina. “Temos a prova de que a Rússia está cometendo atos terroristas em outros países”, disse o deputado Anton Gerashenko.

“Ele poderá contar quem o mandou para cá e por que”, disse.

Amina na saída do hospital em Kiev. Ela desconfiou, foi armada, e salvou  casal.
Amina na saída do hospital em Kiev.
Ela desconfiou, foi armada, e salvou  casal.
Em 2008, responsáveis austríacos detiveram Denisultanov-Kurmakayev que impetrou asilo dizendo ser um delator checheno. Na realidade, tinha recebido a missão de matar a Umar Israilov, um dissidente que prestou depoimento na Corte Europeia dos Direitos Humanos contra o líder putinista na Chechênia Ramzan A. Kadyrov.

Ele delatou que seu chefe na Rússia tem uma lista de 300 inimigos a ser mortos. Também alegou que não quis cometer o homicídio e se entregou à polícia austríaca para ser protegido da vingança de seus chefes russos pelo fato de não executar a ordem.

Umar Israilov, o dissidente que ele tinha ido matar em Viena foi abatido a tiros por desconhecidos numa rua da capital austríaca dois meses depois.

Esses procedimentos altamente imorais e friamente calculados no Kremlin já produziram outras vítimas infelizmente celebrizadas pelo seu extermínio.

Muito famoso foi o caso do ex-espião russo Alexander Litvinenko assassinado em Londres com polônio-210 como em crimes precedentes.

domingo, 12 de março de 2017

SANSÕES DOS EUA CONTRA KREMLIN CONTINUAM

Após a eleição de Donald Trump, os milicianos pró-russos que ocupam o leste ucraniano recrudesceram as provocações e há mortes quase diariamente.

Talvez a Rússia imaginasse que o novo governo americano afrouxaria a resistência.


Mas, de fato, a nova embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, declarou no Conselho de Segurança que as sanções contra o Kremlin ficam de pé “até que a Rússia devolva o controle da península (da Crimeia) à Ucrânia”, noticiou a AFP. 

A embaixadora deplorou que sua primeira intervenção no Conselho de Segurança tenha disso para “condenar as ações agressivas da Rússia”.

“Nós queremos melhores relações com a Rússia. Porém, a situação critica no leste da Ucrânia pede uma condenação forte e clara das manobras russas. 

Enquanto a Rússia e os separatistas que ela sustenta não respeitarem a soberania e o território da Ucrânia, esta crise vai prosseguir”, acrescentou.

domingo, 20 de novembro de 2016

BEM-AVENTURADA JOSAFATA - 20/11

BEM-AVENTURADA JOSAFATA MIGUELINA HORDASHEVSKA
1869-1919


Co-Fundadora da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada.
Beatificada pelo Papa João Paulo II, em 27 de junho de 2001, em Lviv, Ucrânia.

Nasceu em 20 de novembro de 1869 em Lviv, Ucrânia.

Em 27 de agosto de 1892, junto com o Padre Jeremias Lomnytsky, OSBM e o Padre Cirilo Seletsky, fundou a Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada, primeira de vida ativa na Igreja Greco-Católica Ucraniana.

Ela dedicou a sua vida inteiramente em prol da Congregação, rezando, trabalhando, sofrendo e formando as primeiras irmãs; foi a alma e o pulso da Congregação. Exercia a sua missão com muito amor e dedicação vivendo em contínua união com Cristo. Ensina-nos com o seu exemplo a encarnar a fé na vida, harmonizando a oração com o serviço ao Senhor e aos irmãos.

Sob seus cuidado e zelo, a família religiosa cresceu vertiginosamente estendendo-se até o Canadá (1902), Sérbia (1906) e Brasil (1911). Hoje está presente em 16 países.

Em 7 de abril de 1919 Josafata faleceu, como havia previsto, deixando o seguinte legado às suas irmãs:

“Sede santas”. Deveis ser luz viva para o povo que vive na escuridão”.
“Deveis formar o coração do povo e servir lá onde há maior necessidade”.

Irmã Josafata é um exemplo de verdadeira vida cristã dedicada a Deus e ao próximo. Ela está pronta para ajudar a todos que pedem a sua intercessão diante do Senhor. Em nossas necessidade, portanto, recorramos a ela confiante com a certeza de sermos atendidos.

Glória a Deus! Honra a Maria! A nós Paz!

ORAÇÃO PELA INTERCESSÃO DA BEM-AVENTURADA JOSAFATA

Ó bem-aventurada Josafata, que viveste com total entrega a vossa consagração como Serva de Maria Imaculada. Ensinai-nos, conforme o vosso exemplo, a depositar a nossa confiança unicamente em Deus.
Ouvi a nossa prece e rogai à santíssima Trindade conceder-nos a graça, que tão ardentemente pedimos para a glória de Deus. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

Bem-aventurada Josafata, rogai por nós!